Doenças

Tipos de enxaqueca: entenda as diferenças

Definir os tipos de enxaqueca não é uma tarefa fácil. Atualmente, estima-se que há mais de 200 tipos distintos avaliados pela medicina, divididos de acordo com causa, sintomas e efeitos. É importante saber, em primeiro lugar, que existe uma grande diferença entre enxaqueca e dor de cabeça.

Para uma condição ser considerada enxaqueca, é necessário que uma série de sintomas e condições fisiológicas estejam somadas à dor de cabeça. Sintomas como náuseas, intolerância à luz, dores no pescoço e um mal-estar generalizado estão entre os mais comuns em uma enxaqueca.

As causas completas não são totalmente mapeadas: sabe-se que condições genéticas, ciclos hormonais e distúrbios nervosos estão associadas com a enxaqueca, mas não se pode determinar exatamente como o problema se desenvolve até se consolidar em uma crise.

Confira alguns dos principais tipos de enxaqueca, e suas principais características:

Enxaqueca com aura

A enxaqueca com aura é um dos principais medos de quem sofre crises recorrentes do problema. A aura é um fenômeno neurológico que pode ser sentido antes ou durante a crise, que resulta em uma série de sintomas sensoriais na visão, na audição, no tato e na capacidade motora de quem sofre do problema.

É normal que essas alterações nervosas façam com que a pessoa sinta náuseas antes mesmo da crise, perdendo parte dos sentidos básicos com as quais a pessoa normalmente conta. A aura pode ser considerada, por muitos, uma fase da enxaqueca ou um conjunto de sintomas adicionais que fazem parte da crise.

Enxaqueca sem aura

A enxaqueca sem aura é aquela em que a fase de cefaleia chega sem a sensação prévia dos sintomas tipicamente associados à aura. Trata-se, portanto, de uma versão mais direta e sem “avisos” da crise. Não necessariamente indica que a crise será menos dolorosa – apenas que o conjunto de sintomas tipicamente atribuído à fase da aura não estarão presentes.

Enxaqueca basilar

Entre os tipos de enxaqueca conhecidos, a enxaqueca basilar caracteriza-se por disfunções diretas no tronco cerebral. Isso significa que ações motoras, a visão, a fala e a própria capacidade de localização e coordenação da pessoa são afetados. É muito comum que ocorram vertigens e dificuldades de enxergar. Pacientes jovens são os mais afetados por este tipo de crise.

Aura enxaquecosa sem a presença de cefaleia

No lado oposto do exemplo anterior, é comum que pessoas idosas com histórico de enxaqueca com aura apresentem uma condição onde todos os sintomas da aura são sentidos durante um período relativamente curto, mas a dor de cabeça propriamente dita nunca chega a acontecer, reduzindo os efeitos da enxaqueca à fase da aura.

Enxaqueca oftalmoplégica

Como o próprio nome sugere, este tipo de crise está diretamente associado a questões ligada aos olhos. É muito normal que as pálpebras fiquem pesadas, e que os movimentos oculares sejam reduzidos, com dores na região dos olhos. É um dos tipos de enxaqueca que pode persistir durante vários dias com a manutenção dos sintomas.

Estado enxaquecoso

O estado enxaquecoso pode estar ligado a outros tipos de enxaqueca, e ocorre quando a fase de cefaleia intensa – ou seja, a dor na cabeça – persiste por mais de 72 duas horas subsequentes. Em geral, considera-se que o estado enxaquecoso exige a hospitalização para o tratamento dos sintomas evoluídos do paciente.

Enxaqueca menstrual

Enxaqueca menstrual é o nome dado à enxaqueca que tem como causa principal as mudanças hormonais características do ciclo menstrual feminino. Em geral, este tipo de enxaqueca ocorre nos períodos de ovulação ou nos dias em torno do 28º (para ciclos regulares).

As mudanças no nível de estrogênio do corpo fazem com que menos endorfinas sejam liberadas, favorecendo a sensação de dores sem um efeito analgésico natural. Também é bastante comum após períodos de gravidez.

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