Alimentação Saudável

Farinha integral x Farinha branca: saiba mais sobre elas

farinha-integral-branca

Quando o assunto é dieta, muito se fala em substituir os alimentos com farinha de trigo branca por suas versões integrais. Mas antes de sair por aí cortando de vez produtos do cardápio, que tal entender como o organismo funciona com cada um deles?

Para começar, é interessante lembrar que um regime saudável deve contar com as fibras presentes nos alimentos integrais, pois assim eles ajudam a saciar a fome por mais tempo e são aproveitados de forma melhor quando comparados aos derivados da farinha branca.

Mas isso não quer dizer, por exemplo, que os integrais não engordam. E mais: que eles podem ser usados pelos diabéticos para substituir os preparos com farinha refinada, já que possuem nível de açúcar similar ao dela, na questão da glicemia.

Um exemplo disso é o pão: tanto o branco quanto o integral aumenta a glicemia sanguínea em 70 a 120 mg/dl. Com duas fatias de pão integral, o teor de açúcar no sangue é mais elevado do que na ingestão de duas colheres de açúcar refinado.

E por falar em glicemia, esse índice atua fortemente no acúmulo de gordura, principalmente nos quadris e barriga. Também participa de processos inflamatórios e da degeneração gordurosa do fígado.

Açúcar no sangue em excesso é, ainda, o principal responsável pelo surgimento da diabetes tipo 2 e da obesidade. 

farinha-integral-branca

Integrais, refinados e glúten: entenda como funcionam

Esse questionamento sobre farinha branca ou integral é típico dos nossos dias. Muito disso se deve ao fato de o trigo que comemos hoje causar desconfortos em muita gente, algo que não acontecia há milhares de anos.

É que, ao contrário do trigo moderno, o ancião tinha propriedades nutricionais excelentes.

O grão do trigo foi modificado, recebeu uma estrutura única de proteína e amido, para dar mais elasticidade à massa, leveza e força aos produtos como feitos com ele.

Esse amido alterado provoca grandes picos de insulina – o que não acontece com cereais integrais como centeio, arroz, cevada, além de espécies antigas de trigo, como a eikorn, original do Crescente Fértil, local de origem da agricultura.

Tem mais: o famoso glúten, que muitos estão retirando da dieta por conta própria, é característico do trigo contemporâneo. E fica fácil de entender o motivo: no latim, a palavra quer dizer “cola”, um elemento indispensável à culinária atual para aglutinar a massa.

Voltando ao caso do einkorn, que citei acima, ele contém quatro vezes menos glúten, e com traços diferentes. Tanto é que, com ele, é possível produzir um pão crocante, mas pão francês, massa de pizza molenga e maleável ou cookies, não.

Então, antes de eliminar ou adicionar alimentos na sua rotina, procure conhecer melhor seu próprio organismo e perceber como os produtos agem nele. Dessa maneira, será mais fácil escolher o que é melhor para você, em vez de, simplesmente, seguir a receita da moda.

Comentário