Pedro Mendes

TEMA: Chá de poejo

Há milhares de anos os mais diversos vegetais, desde ervas, frutos, raízes, e até mesmo cascas de árvores, são utilizados no tratamento de variados males. Mesmo nos dias atuais, com o advento da tecnologia e o desenvolvimento dos mais modernos medicamentos industrializados, esses dificilmente chegam às populações mais distantes e socioeconomicamente desfavorecidas.

Os remédios caseiros permanecem sendo o principal e, muitas vezes, único meio de tratar doenças. Assim, a ciência tem voltado os olhos para o uso de plantas medicinais, buscando, por meio de estudos, confirmar a eficácia dos remédios desenvolvidos e passados de geração para geração, pela sabedoria popular.

Entre os vegetais estudados, está o poejo, que teve muitas propriedades descobertas ao longo dos últimos anos. De nome científico Mentha pulegium, e conhecido popularmente como hortelãzinho, erva-de-são-lourenço, hortelã-dos-açores, menta selvagem, dentre outros nomes, o poejo é originário da região do Mediterrâneo, e é largamente cultivado e utilizado por muitas culturas e povos desde a Antiguidade.

Tanto em preparações culinárias, em forma de condimento, quanto em infusões e extratos destinados às práticas medicinais. A erva é muito aromática – daí seu uso como condimento -, propriedade atribuída à presença de mentol, um composto fitoquímico que proporciona sabor adocicado, a sensação refrescante e levemente dormente quando experimentado.

Benefícios

Desenvolve-se bem em solos úmidos e regiões de clima quente. Seu uso culinário é extenso, sendo empregado tanto em preparações doces, quanto em pratos salgados, como caldeiradas de peixe, além do uso na produção de licores. Como planta medicinal, a infusão preparada com o poejo costuma ser utilizada como digestiva e no alívio de constipações, mas também há relatos de uso como emenagoga, para o aumento do fluxo menstrual, e de indicações no tratamento de quadros febris, de gripes, resfriados e tosse, e até como vermífuga. Outra aplicação ocorre em casos de mordeduras e feridas, devido ao fator antisséptico, sendo utilizado, também, de forma externa, como repelente de insetos.

Contraindicações

É importante destacar que, por favorecer e aumentar o fluxo menstrual, o poejo deve ser evitado por gestantes, devido ao risco de aborto. Seu uso também é contraindicado para mulheres que estejam amamentando, e para crianças com idade inferior a 12 anos, bem como para pessoas que sejam portadoras de doenças renais ou hepáticas, devido ao risco de agravamento de suas condições. Sobre reações adversas, há relatos de danos ao fígado, aos rins e ao sistema nervoso relacionados à ingestão do chá de poejo, ou do seu extrato alcoólico.

Além destes, o seu uso pode trazer complicações de menor gravidade, como dores de cabeça, tontura, dores de estômago, podendo chegar às de maior gravidade, como convulsão, problemas de visão e audição, hipertensão, falha no funcionamento dos pulmões e até danos cerebrais. Por isso, é de suma importância ter cautela ao utilizar o poejo, sendo necessário buscar a orientação de um médico ou nutricionista que tenha conhecimentos a respeito de plantas medicinais.

Assim, fará a devida avaliação do seu perfil, condições de saúde, histórico de doenças e alergias, possíveis interações medicamentosas, para verificar se há real indicação de uso e, a partir desta avaliação, determinar uma dosagem e frequência seguras para o seu uso. 

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