Pedro Mendes

Chá de Ipeca

Ipeca é uma planta arbustiva, cujo nome tem origem indígena e é nativa das matas brasileiras, apesar de ser cultivada também na Índia e na Malásia. Seu nome científico é Cephaelis ipecacuanha e pode ser conhecida também como ipecacuanha, cagosanga, canela-da-menor, ipecapaie, poiaia, entre outros. A ipecacuanha possui longas raízes anexadas (que podem chegar a 40 cm) e flores brancas. Existem várias espécies de ipeca, o tipo Cephaelis ipecacuanha é considerado o de melhores qualidades terapêuticas.

O uso doméstico da planta não é indicado, ela é melhor manipulada e aproveitada pela indústria farmacêutica. Uma das curiosidades da planta é que ela é muito utilizada em tratamento de emergência de alguns tipos de envenenamento, pois, usada em certa quantidade, ajuda a provocar vômito e a colocar para fora o veneno. Seus princípios ativos são: saponinas, emetina, alcalóides, flavonóides, glicosídeos e resinas. Possui propriedade emética, expectorante e amebicida.

Essa planta pode ser considerada a mais célebre das drogas difundidas no Brasil no século XVII; a raiz de ipecacuanha já era usada pelos índios tupis e foi conhecida pelos jesuítas no século XVII. O nome ipecacuanha significa “planta de doente de estrada” e ela é originária de regiões úmidas. Suas partes usadas para fins medicinais são as raízes, trituradas em pó, podendo ser encontrada em lojas de produtos naturais.

Para que ser?

Pode ser usada no tratamento de intoxicação quando não se pode fazer lavagem gástrica, porque atua no esvaziamento do estômago. O chá de Ipeca não deve ser usado para causar o vômito com a intenção de perder peso (outros chás podem auxiliar nessa questão). Além disso, a planta pode ser usada no tratamento antidiarrético, expectorante e anti-inflamatório.

A ipecacuanha proporciona benefícios no tratamento de várias doenças com destaque para aquelas do aparelho respiratório; mas também pode ser usada para tratar amebíase, baixar febres, prevenir a formação de cistos e aliviar tosses agudas e coqueluche.

A Ipecacuanha pode ser utilizada de duas formas: xarope e chá

O xarope contém substâncias como emetina, psicotrina e outras isoquinolinas; ele provoca vômito no tratamento dos indivíduos que ingeriram veneno. A dose recomendada é uma colher de 15 ml e se não vomitar a pessoa precisará passar por uma lavagem gástrica. É importante não ultrapassar as doses terapêuticas recomendadas, pois a planta se torna tóxica. É imprescindível consultar um especialista antes do consumo.

Para preparar o chá o modo é simples; use a proporção de duas colheres (sopa) do pó da raiz para cada litro de água. Coloque os ingredientes em uma leiteira e deixe ferver por no máximo dez minutos. Desligue o fogo e deixe repousar por mais dez minutos, aí é coar e beber. A dose indicada é entre duas e três xícaras por dia. Outra maneira de consumo é por gramas, sendo 8 g para cada litro de água na intenção de estimular vômitos e 5 g para cada um litro de água na intenção de explorar a forma expectorante.

Contraindicações

O consumo é contra indicado em doses elevadas, pois se torna tóxico. O pó é irritante para a pele, podendo causar dermatite e asma para quem tem contato frequente com a planta. Em caso de super dosagem procure um médico imediatamente. Não consumam a planta sem indicação ou orientação médica.

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