Doenças

Causas da enxaqueca: o que causa a condição?

Embora as dolorosas crises que culminam em dor de cabeça sejam comuns e altamente pesquisadas, as causas da enxaqueca de forma exata ainda não são totalmente claras para a medicina. Existem vários fatores que são sabidamente influentes nos fatores de risco, e tantos outros que são reconhecidos como gatilhos para eventuais crises, mas não é possível precisar qual é exatamente a causa do problema.

Crises de enxaqueca pode durar horar ou dias, e evoluir para dores tão profundas a ponto de serem incapacitantes. Muitas vezes, são acompanhadas de náusea, vômito e sensibilidade extrema à luz e ao som.

Sem a clareza exata das causas, ainda não existe um tratamento que seja capaz de fazer com que o problema simplesmente deixe de ocorrer com as pessoas. Há, no entanto, tratamentos que reduzem a frequência e a gravidade das crises, bem como conhecimento suficiente para avaliar gatilhos e hábitos que devem ser evitados.

Saiba mais a respeito do conhecimento já existente sobre as causas da enxaqueca, e entenda porque o assunto é tão complexo:

As causas da enxaqueca

Ao elencar as causas da enxaqueca, é sempre necessário fazer alguns esclarecimentos. Não se sabe exatamente o que causa do problema, em sua origem. Há confirmações, no entanto, de que fatores genéticos, ambientais e hormonais possuem um papel central nesta questão.

Sabe-se que as enxaquecas podem ser causadas por mudanças no funcionamento do cérebro, interagindo com os sistemas nervosos de forma dolorosa. Os desequilíbrios químicos no cérebro, sobretudo aqueles relacionados à serotonina (que ajuda a regular a dor no sistema nervoso) também são apontados como um problema central na causa da enxaqueca.

Normalmente, os níveis de serotonina caem drasticamente durante as crises, o que faz com que o sistema nervoso perceba dor – que se torna mais grave com possíveis inchaços dos vasos sanguíneos no cérebro. Isso é traduzido como uma crise de dores debilitantes para quem sofre do problema.

Entre os fatores que reconhecidamente possuem um papel no desenvolvimento deste contexto, destacam-se:

Mudanças hormonais

Sobretudo em mulheres, as mudanças nos níveis de estrogênio são gatilhos muito recorrentes para as crises de enxaqueca. Essas flutuações são tão ligadas às causas da enxaqueca, que é comum que períodos em torno da menstruação, da gravidez e da menopausa tenham um aumento significativo na frequência e na gravidade das crises.

Além disso, medicações que influenciam diretamente no equilíbrio hormonal do corpo são gatilhos comuns para o desenvolvimento de crises. Para algumas mulheres, medicações contraceptivas e tratamentos de reposição hormonal ativam as crises de forma frequente.

Alimentação

A alimentação também apresenta um papel central no desenvolvimento de crises de enxaqueca. Alimentos muito salgados, alguns tipos de queijo, alimentos processados e, até mesmo, o jejum são conhecidos problemas relacionados ao tema. O consumo de bebidas alcoólicas também é apontado como uma das causas da enxaqueca.

Estresse

Há, também, uma série de estudos que relaciona o estresse com o aumento na frequência e na gravidade das crises de enxaqueca. O estresse causado pelas mudanças no sono e no padrão físico também podem ser apontados como causas da enxaqueca.

Fatores de risco de enxaqueca

Há uma série de fatores de risco que podem ser associados como causas da enxaqueca. Entre eles, o histórico familiar incluindo pessoas com enxaqueca, a idade (sobretudo até os trinta anos), o sexo (que costuma ser menos generoso com as mulheres, nesta temática), e o funcionamento hormonal do organismo são apontados como os principais fatores que facilitam as crises.

Entre as mulheres, também existem alguns fatores de risco diretamente relacionados à vida hormonal. É comum que nos dias que antecedem a menstruação, por exemplo, as crises ocorram com mais frequência. Além disso, os picos hormonais da menopausa e da gravidez são conhecidos fatores que pioram a situação.

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