Suplementos Alimentares

Caseína: vilã ou mocinha?

caseina

Não é apenas por causa de seus possíveis efeitos colaterais que os suplementos devem ser consumidos com orientação e cautela. Para obter os benefícios deles, também e preciso entender como funcionam no organismo e analisar sua inserção na dieta como um todo.

Veja o tema da nossa conversa de hoje, a Caseína, uma proteína que vem ganhando espaço no mercado e parece ter se tornado a “vilã” da vez entre produtos do gênero (a exemplo do que aconteceu com a Creatina, L-Carnitina, o óleo de coco e os BCAA´s).

A Caseína tem absorção mais lenta e é indicada especialmente antes de dormir por oferecer suporte proteico durante todo o sono, evitando a perda de massa magra. O oposto da Whey Protein, recomendada logo após o treino para recuperação rápida das lesões nas fibras musculares.

Enquanto a Whey fica ativa até 3 horas depois de ingerida, a Caseína pode alcançar até 7 horas de ação. Isso acontece porque ela é sensível ao pH estomacal, o que torna sua assimilação gradativa.

Considerações sobre a caseína e seus efeitos na saúde

Mas a Caseína, enquanto substância original, não chega a ser uma novidade em nosso dia a dia. Afinal, ela corresponde a aproximadamente 80% das caseinaproteínas do leite de vaca. Sim, o mesmo que você encontra nos supermercados e serve de base para iogurtes e queijos.

Pode parecer assustador, mas, por causa da Caseína presente neles, esses alimentos contêm um forte potencial inflamatório e tóxico para nosso organismo. Eles, inclusive, são relacionados ao aumento na incidência de doenças autoimunes e câncer.

Tudo isso porque o leite, extraído da vaca ou da cabra, não é um alimento natural para o organismo humano. Tanto é que existe uma frase que diz o seguinte: “Leite é bom para o bezerro”. Já ouviu essa?

Porém, tudo depende de um contexto. E os malefícios encontrados nos hábitos alimentares da população em geral vão muito além do consumo de Caseína/leite, gerando diversos problemas de saúde e sobrepeso.

Um exemplo comum de cardápio diário:

  • Café: pão francês com manteiga, leite com café e açúcar
  • Lanche do meio da manhã: nenhum
  • Almoço: arroz branco, feijão, carne gordurosa ou frita, pouca salada, doce de sobremesa e refrigerante
  • Lanche da tarde: nenhum
  • Jantar: lasanha ou pizza

Considerando o menu acima, o efeito inflamatório da Caseína é a principal ameaça ao bem-estar? Ela faz mesmo diferença? E mais: se precisamos ingerir proteínas em todas as refeições, não seria interessante ter a Caseína naquele lanche do meio da manhã?

É importante observar ainda que dificilmente uma pessoa que está começando um regime do zero e passa muitas horas em jejum antes do almoço vai aderir ao peito de frango orgânico ou claras de ovos orgânicos logo de cara. Aí, então, a Caseína seria uma boa opção.

Caseína: saiba mais sobre seu uso

Por outro lado, no mundo “ideal”, quem tem uma rotina alimentar praticamente perfeita, com proteínas bem-distribuídas o dia inteiro, em tese, não precisaria substituir um omelete antes de dormir por Caseína. Portanto, seu consumo seria um exagero, e uma ameaça à saúde.

E tem mais: inúmeros suplementos possuem Caseína em sua composição, e não apenas aqueles em cujos rótulos aparecem “100% Caseína”. Essa proteína é encontrada até mesmo leites artificiais para recém-nascidos.

É preciso tomar cuidado com as generalizações a respeito dos malefícios dessa substância, da mesma forma que é recomendável prudência ao copiar dietas e programas de suplementação da moda na internet.

Antes de iniciar uma mudança corporal significativa, avalie seu caso junto com profissionais competentes: médicos, nutricionistas e educadores físicos.

Então, a Caseína é vilã ou mocinha? O que você acha?

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